domingo, 13 de junho de 2010

“Tem muito carro na cidade!”

Quando você anda de carros pelas ruas de São Luís e se depara inúmeros congestionamentos, uma frase tem se tornado quase que obrigatória: “Tem muito carro na cidade!”.

É verdade, nos últimos anos com a facilidade do acesso ao crédito e o pagamento cada vez mais alongado (60, 72 ou até 80 vezes) uma parcela da população, inclusive eu, consegui adquirir um automóvel, antes um artigo para poucos, muito poucos...

Nesse cenário, nos últimos anos uma enxurrada de carros invadiu as ruas de São Luís, saturando as vias da cidade.

Beleza.

Mas pense comigo. Desde que eu me entendo por gente, a maioria das avenidas de São Luís continuam as mesmas, no máximo um serviço de recapeamento e sinalização foi realizado.

São poucos os exemplos de adaptações da cidade as novas configurações urbanas e sociais que os novos tempos pedem. Alguns elevados foram construídos e outras poucas medidas feitas. Aparentemente apenas isso.

Na grande maioria dos casos nada efetivamente não foi concretizado, sequer uma via alargada ou construída.

Vejamos alguns exemplos.

1. Desde criança passo pelo bairro do João Paulo (tenho hoje 25 anos) e no máximo um serviço de drenagem e recapeamento foi feito. Por lá possuem dois colégios e uma feira que causa inúmeros transtornos ao trânsito.

2. No Anil, antes o problema era apenas o afunilamento das faixas na altura do Posto Médico. Piorou com a construção do Cest e, praticamente, a interdição da Av. Santos Dumont, principal acesso entre o Anil e a Av. Guajajara . Agora, em frente ao Lítero uma nova zona de conflito tem dado transtorna aos motoristas e passageiros dos ônibus. Lembre-se, aquela a avenida é a principal ligação entre o Centro e a Cohab.

3. Av. Jerônimo de Albuquerque, maior via da cidade em distância e fluxo de veículos possui apenas duas mãos em cada faixa. Muito pouco pela importância e quantidade de veículos que trafegam nela. Lembrando a Av. Jerônimo de Albuquerque liga a área da cidade que mais cresce.

Mas como amenizar essa situação?

Escuto discussões acerca da metropolização, mas como ser grande se pensamos ainda como uma cidade provinciana.

Ouvi falar sobre rodízio de veículos. Em São Paulo foi implantado a política do rodízio, depois que várias medidas já tinham sido realizadas (elevados, túneis, vias extras, etc.) e outras ainda em construção.

E em São Luís?

Medidas de disciplinamento do transito foram realizadas que, em alguns casos realmente foram eficazes, mas são apenas medidas paliativas (tudo no Brasil é paliativo, cotas nas universidades, Sisu, etc.)

Não estou escrevendo como um motorista frustrado por não poder trafegar pelas ruas da cidade com liberdade, apenas como alguém que antes de reclamar o óbvio, analisa a situação.

Antes de por culpa carros, que realmente entopem as ruas da cidade, vejamos a inércia dos poderes públicos em modernizar a cidade e adaptá-la aos novos tempos que batem a porta.

sábado, 12 de junho de 2010

Minha terra tem buracos, onde quebra as suspenções.

Transitar pelas ruas e avenidas de São Luís a cada dia se torna mais complicado,

Ruas esburacadas, vias incapazes de suportar o crescente número de carros e, sobretudo, falta de atitudes de nossos governantes.

O problema dos buracos nas ruas de São Luís parece crônico,

Não importa a via e não importa o bairro, do Renascença à Cidade Olímpica,

Os problemas, guardado suas devidas proporções, parecem os mesmos.

Os buracos, por vezes verdadeiras crateras, assombram os motoristas e passageiros dos coletivos da nossa cidade.

Quebram peças de carros, que não são baratas, torna a situação de se locomover de ônibus em São Luís uma tarefa ainda mais complicada.

e quais as providências tomadas?

uma simples operação “tapa buracos”, renomeada de uma forma mais glamorosa de “São Luís Trafegável”.

Para um leigo, a grande operação “São Luís Trafegável” funciona assim:

Equipe da nossa querida Prefeitura fica trafegando pelas vias da cidade, por vezes piorando ainda o trânsito, tapando os buracos das avenidas da cidade.

Beleza, mas qual o problema? Um serviço, eu acredito, de péssima qualidade. Conseqüências, em poucos dias os buracos retornam maiores ou acompanhados.

Isso parece crônico, pois desde que eu me entendo por gente essa situação perdura em São Luís.

O que deveria preservar em nossa cidade eram os casarões, as manifestações artísticas, etc. e não os buracos, que parece um patrimônio local.